sábado, 2 de julho de 2011

Oásis.

Por tanto e tanto tempo, em busca de tão pouco!
Seus pés estavam exaustos, já perdidos, e sem saber quantos passos havia deixado para trás. Mas, isso não importava, já que estavam indo em rumo de algo desconhecido, porém, em sua mente, já muito bem definido.
O sol quente fazia contraponto com seu interior frio, apenas com aquela esperança, que mantinha acesa a chama, e não permitia que seu coração congelasse.
Seguia, sempre em frente.
O peso que carregava parecia aumentar a cada milímetro andado. Parar? Jamais. Não havia tempo à perder; Descanso era sinônimo de indiferença com o que carregava dentro de si; E o que guardava, cansaço algum destruiria.
E seguia, aparentemente, sempre em frente.
Avistou lá, longe, uma certa forma humana, e seu interior incendiou ao se dar conta de que, sim, era ele. Todo o cansaço, coração taquicárdico, pés calejados... Tudo simplesmente desapareceu.
E ela foi até em sua frente.
Eram como ímãs, de forças diferentes e com um enorme campo magnético. Ao se unirem, nada os separaria, certo?
A atração era gigante; O desejo, as palavras, o envolvimento. Aparência! Farsa!
Eram ambos com o mesmo polo, que se atraíram de tal maneira, que seria impossível transpor em palavras uma explicação coerente, digna do que aconteceu entre ambos. E depois de tudo, enquanto um lado seguia as leis, e o repelia, o distanciava, o outro lado ainda esperava que se transformasse em seu norte.
Essas coisas não se muda, apenas se aceita.

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