quarta-feira, 27 de julho de 2011

Eu só queria dizer que tu foi o único que me fez sorrir. Só queria te dizer que, antes de ti, eu não sabia o que era realmente sentir, independente do que. Perder o controle sobre meus pensamentos, sobre tudo. Exceto, sobre o sentimento em si. Eu só queria te dizer que, mesmo negando, eu fui tua desde o primeiro toque; mesmo não me entregando, tampouco demonstrando, tu significava tanto. Tanto! Eu era completa ao teu lado. Meu Deus, eu, eu... Tu. Mas, eu tinha tanto medo. Medo de me permitir ser feliz. Medo da falta de ti, da falta de nós. Medo. E mesmo assim, estavas aqui.
Agora, meus olhos fecham-se antes de encontrar os teus. Minha mão já não pode mais alcançar a tua. Meu ar não é mais teu ar. Já não compartilhamos mais nada. Nada além do ontem.
Eu sinto tua falta. Nunca disse, mas, eu sinto.
Olho ao lado, e quem me prometeu ficar aqui já não se faz mais presente. Só passado.
Maldito gosto amargo que não sai.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Eu senti? Quero dizer, eu me permiti? Ou, ao menos eu tentei? Eu forcei? Ou, eu desisti de mim...?
Obter tais respostas parece ser de extrema dificuldade. Tão distante alcançar o interior de mim mesma. Aparentemente impossível! Isso é, há um interior? Um fim, um chão. É tão oco. Dá eco. É louco. Triste também.
Tantos pontos, diversos ângulos, e sempre a mesma base, a mesma fórmula, e a mesma resposta ridícula e desgastada “Não dá!”.
Confundir ‘estar só’ com ‘solidão’ foi um dos meus erros.

sábado, 2 de julho de 2011

Oásis.

Por tanto e tanto tempo, em busca de tão pouco!
Seus pés estavam exaustos, já perdidos, e sem saber quantos passos havia deixado para trás. Mas, isso não importava, já que estavam indo em rumo de algo desconhecido, porém, em sua mente, já muito bem definido.
O sol quente fazia contraponto com seu interior frio, apenas com aquela esperança, que mantinha acesa a chama, e não permitia que seu coração congelasse.
Seguia, sempre em frente.
O peso que carregava parecia aumentar a cada milímetro andado. Parar? Jamais. Não havia tempo à perder; Descanso era sinônimo de indiferença com o que carregava dentro de si; E o que guardava, cansaço algum destruiria.
E seguia, aparentemente, sempre em frente.
Avistou lá, longe, uma certa forma humana, e seu interior incendiou ao se dar conta de que, sim, era ele. Todo o cansaço, coração taquicárdico, pés calejados... Tudo simplesmente desapareceu.
E ela foi até em sua frente.
Eram como ímãs, de forças diferentes e com um enorme campo magnético. Ao se unirem, nada os separaria, certo?
A atração era gigante; O desejo, as palavras, o envolvimento. Aparência! Farsa!
Eram ambos com o mesmo polo, que se atraíram de tal maneira, que seria impossível transpor em palavras uma explicação coerente, digna do que aconteceu entre ambos. E depois de tudo, enquanto um lado seguia as leis, e o repelia, o distanciava, o outro lado ainda esperava que se transformasse em seu norte.
Essas coisas não se muda, apenas se aceita.