sábado, 23 de abril de 2011

Deixar pra lá. Foi o que fiz durante esses 10 meses. Deixei pra lá.
É assustador notar a imensidão desta mentira. Do quanto me enganei, ou, do quanto tentei fingir me enganar, visto que, foi tão fácil sentir tudo de novo. Mas maior, bem maior. Então, de repente, em uma noite qualquer, nos vimos sós em uma rua escura e vazia. Até teu silêncio me preenchia. Me envolveu em teus braços e enfim, pude me libertar do que havia guardado até então. Jamais imaginei o que aconteceu. Minha imaginação nunca chegara tão longe. E as suas palavras ficaram gravadas, uma a uma, em minha mente. E seus olhos me fitando; Seu sorriso me chamando; Cada movimento; Cada respiração irregular... Tudo!
Quando notamos, estávamos deitados no asfalto. A garrafa do lado. Nossos dedos entrelaçados. O céu perto de nós. Dylan ao fundo gritando: "I want you,I want you, I want you so bad... Honey, I want you". E você me bastava. Bastaria para sempre.
Doce ilusão. Outra vez fui tirada dali, nosso tempo se esgotou, e eu sabia, eu sabia que tudo o que passamos morreria ali. Deveria morrer ali. Era necessário. É. Tive que matá-lo em minha mente. Outra vez. E, outra vez, sem sucesso. Te guardo como um sonho. Meu sonho. E finjo que tudo o que passou também não foi real. Embora, ainda tenham ficado as marcas.