quinta-feira, 24 de novembro de 2011

"Eu queria te contar que não dói mais. Só que agora não importa tanto o que você vai pensar sobre isso. Queria que você soubesse que já vi nossos filmes milhares de vezes e nem chorei. Ok, chorei. Mas pelo filme, e não por você. Queria que você soubesse que tirei a poeira das nossas músicas, e que as ouço quase todos os dias. Porque elas me faziam mais falta do que você fez." CFA.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Eu só queria dizer que tu foi o único que me fez sorrir. Só queria te dizer que, antes de ti, eu não sabia o que era realmente sentir, independente do que. Perder o controle sobre meus pensamentos, sobre tudo. Exceto, sobre o sentimento em si. Eu só queria te dizer que, mesmo negando, eu fui tua desde o primeiro toque; mesmo não me entregando, tampouco demonstrando, tu significava tanto. Tanto! Eu era completa ao teu lado. Meu Deus, eu, eu... Tu. Mas, eu tinha tanto medo. Medo de me permitir ser feliz. Medo da falta de ti, da falta de nós. Medo. E mesmo assim, estavas aqui.
Agora, meus olhos fecham-se antes de encontrar os teus. Minha mão já não pode mais alcançar a tua. Meu ar não é mais teu ar. Já não compartilhamos mais nada. Nada além do ontem.
Eu sinto tua falta. Nunca disse, mas, eu sinto.
Olho ao lado, e quem me prometeu ficar aqui já não se faz mais presente. Só passado.
Maldito gosto amargo que não sai.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Eu senti? Quero dizer, eu me permiti? Ou, ao menos eu tentei? Eu forcei? Ou, eu desisti de mim...?
Obter tais respostas parece ser de extrema dificuldade. Tão distante alcançar o interior de mim mesma. Aparentemente impossível! Isso é, há um interior? Um fim, um chão. É tão oco. Dá eco. É louco. Triste também.
Tantos pontos, diversos ângulos, e sempre a mesma base, a mesma fórmula, e a mesma resposta ridícula e desgastada “Não dá!”.
Confundir ‘estar só’ com ‘solidão’ foi um dos meus erros.

sábado, 2 de julho de 2011

Oásis.

Por tanto e tanto tempo, em busca de tão pouco!
Seus pés estavam exaustos, já perdidos, e sem saber quantos passos havia deixado para trás. Mas, isso não importava, já que estavam indo em rumo de algo desconhecido, porém, em sua mente, já muito bem definido.
O sol quente fazia contraponto com seu interior frio, apenas com aquela esperança, que mantinha acesa a chama, e não permitia que seu coração congelasse.
Seguia, sempre em frente.
O peso que carregava parecia aumentar a cada milímetro andado. Parar? Jamais. Não havia tempo à perder; Descanso era sinônimo de indiferença com o que carregava dentro de si; E o que guardava, cansaço algum destruiria.
E seguia, aparentemente, sempre em frente.
Avistou lá, longe, uma certa forma humana, e seu interior incendiou ao se dar conta de que, sim, era ele. Todo o cansaço, coração taquicárdico, pés calejados... Tudo simplesmente desapareceu.
E ela foi até em sua frente.
Eram como ímãs, de forças diferentes e com um enorme campo magnético. Ao se unirem, nada os separaria, certo?
A atração era gigante; O desejo, as palavras, o envolvimento. Aparência! Farsa!
Eram ambos com o mesmo polo, que se atraíram de tal maneira, que seria impossível transpor em palavras uma explicação coerente, digna do que aconteceu entre ambos. E depois de tudo, enquanto um lado seguia as leis, e o repelia, o distanciava, o outro lado ainda esperava que se transformasse em seu norte.
Essas coisas não se muda, apenas se aceita.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Sono leve, quase como um pré-estágio, um meio termo; Qualquer ruído a despertaria. Despertou. Vinha da sala. Passos, sussurros e o clima cada vez mais tenso. Ao descer a escada, deparou-se com nada. Voltou a deitar, porém, agora, nem fechar os olhos era capaz. Foi tomada por sensações estranhas, como toques, um sopro gélido e amedrontador. Mesmo com medo, sorria.
Na manhã seguinte, tudo estava bem; Mas ao passar pela sala, na mesa de centro havia um embrulho. Esforçou-se para lembrar quando havia deixado-o ali. Pensou em abri-lo, mas na correria de sua rotina inquebrável, simplesmente o ignorou. Assim que chegou em casa, foi direto para a sala, e ele não estava mais lá.
Ao deitar-se, novamente ouviu ruídos. Novamente desceu a escada e, novamente: nada. Mais uma noite sem dormir, mas seu riso interno já diminuíra. Na manhã seguinte, o que havia ocorrido nas noites passadas começou a pesar um pouco em sua mente, e mais que depressa, correu até a sala, e lá estava ele. Agora, não abriu-o por medo. Chegando em casa, cautelosamente direcionou-se à sala. O feito repetiu-se.
E naquela noite, tudo exatamente igual, exceto o medo, que ia tomando-a cada vez mais. Ela não sabia exatamente de quê, ou porquê; Pensou em trancas novas, um cão vigia. O fez. Nenhum efeito. Pensou em suicídio antes de dormir... E naquela noite, nada mais se ouviu, além do silêncio quase absoluto, apenas interrompido pelo pulsar irregular de seu coração. Ao acordar, tudo estava igual, nenhum embrulho. Finalmente havia acabado a tormenta. Seguiu seu dia normalmente, quis apagar totalmente seus últimos dias sem uma explicação lógica. Chegou em casa, não queria mais nada além de um bom banho e sua cama para recuperar as noites perdidas. Teria recuperado, se não houvesse algo estranho esperando-a na sala. Ao vê-lo outra vez lá, um grito mudo explodiu do fundo de seu peito. Decidiu abrir o dito embrulho, e ver enfim o que era. Não acreditava no que estava vendo, afinal, todo esse tempo, esquivou-se apenas de uma caixa de bombons. Aliviou-se. Até voltar a sentir o sopro gélido, agora ainda mais sombrio. "Isso tudo não passa de criações de minha mente" - repetia sempre. Assim que saiu do banho, foi direto até os bombons, com o intuito de comê-los, mas agora, estavam repletos de bichos, insetos. Não só os doces, como a casa toda. Não demorou muito, e ouviu novamente passos; Nem precisou ir até à escada, os passos já vinham de lá. Cada vez mais próximos, cada vez mais fortes. Ela, imóvel. Ele apareceu na porta.
"Tu? Mas, pensei que, que estavas..." - "O que? A sete palmos do chão? Claro que não. Não ainda, não podia ir sem deixar-te uma lembrança." - "O que queres, afinal?" - "Apenas retribuir-te." - "Acha que uma caixa de bombons é suficiente?" - "Oh, não sejas tola. A caixa de bombons foi apenas o convite, ou melhor, o aperitivo, já que, sempre foi tão fácil suprir-te com presentes... Confesso que me surpreendi pela demora.Sabes que jamais foste capaz de ser verdadeira, sempre pensou que eu não desconfiava de teus planos e tuas trapaças. Tudo não passou de um jogo, mas o que não sabes, é que quem está controlando-o sou eu. És só mais uma peça." - "Não sei do que estás falando. Eu não seria capaz de nada que pudesse prejudicar-te, sabes que..." - "Não me venhas com palavras e mais palavras, desperdiçadas desta forma." - "O que vai fazer agora?" - "Está com pressa? Tudo bem, então. Vistes o que aconteceu com seus bombons, não é? Pois bem, poderia simplesmente fazer como tu, e cavar tua própria cova. Mas, isso não seria bom. Serás meu bombom, e, vou saborear-te lentamente, e da mesma maneira. Agora sim, teu desejo de me ver abaixo da terra estará completo e veja só, com direito à acompanhante e vale refeição. Aproveite o passeio!"

sábado, 23 de abril de 2011

Deixar pra lá. Foi o que fiz durante esses 10 meses. Deixei pra lá.
É assustador notar a imensidão desta mentira. Do quanto me enganei, ou, do quanto tentei fingir me enganar, visto que, foi tão fácil sentir tudo de novo. Mas maior, bem maior. Então, de repente, em uma noite qualquer, nos vimos sós em uma rua escura e vazia. Até teu silêncio me preenchia. Me envolveu em teus braços e enfim, pude me libertar do que havia guardado até então. Jamais imaginei o que aconteceu. Minha imaginação nunca chegara tão longe. E as suas palavras ficaram gravadas, uma a uma, em minha mente. E seus olhos me fitando; Seu sorriso me chamando; Cada movimento; Cada respiração irregular... Tudo!
Quando notamos, estávamos deitados no asfalto. A garrafa do lado. Nossos dedos entrelaçados. O céu perto de nós. Dylan ao fundo gritando: "I want you,I want you, I want you so bad... Honey, I want you". E você me bastava. Bastaria para sempre.
Doce ilusão. Outra vez fui tirada dali, nosso tempo se esgotou, e eu sabia, eu sabia que tudo o que passamos morreria ali. Deveria morrer ali. Era necessário. É. Tive que matá-lo em minha mente. Outra vez. E, outra vez, sem sucesso. Te guardo como um sonho. Meu sonho. E finjo que tudo o que passou também não foi real. Embora, ainda tenham ficado as marcas.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Não sei o que está havendo, tampouco, se há algo realmente acontecendo, porém, num destes frequentes sonhos lúcidos - talvez realidade sonhada - noto que venho enlouquecendo. Nada novo nisto aos olhos dos que me julgam. Venho enlouquecendo. É incrível como esta frase quando dita faz com que um riso desenfreado exploda de meus pulmões. Um riso eufórico e ensurdecedor. Porém, mudo. Um riso que sai com a busca de aprovações, com a busca de aceitações, com a busca de compreensões e antes de qualquer coisa outra, com a busca da não-necessidade disso tudo. Um riso chorado. Um riso psicopata. Um riso cortante, que têm como intuito rasgar todo aquele que ousar interromper seu caminho. Venho enlouquecendo. Encontro-me em conflito constante. Uma batalha formada entre o que sou e o que tento ser. Entre o que fui e o que me tornei. Entre o que quero resgatar e o que preciso me desfazer. Venho enlouquecendo. Na necessidade de um complemento e na fuga do mesmo. Na coragem infindável e no medo mínimo do próximo. Na já fatigada procura. Na insistência da cura. Na dor que perdura. Venho enlouquecendo. Já esgotada de palavras repetidas. De súplicas não acudidas. Venho enlouquecendo. Quanto mais repito, menos me importo. É assim com tudo. Por isso não há nada. Venho e vou, enlouquecendo.
Erro. Conexão Restabelecida. Erro. Falha no Sistema. Erro. Desistência temporária. Insistência contínua. Aguardando. Erro. Erro. Erro. Aguardando. Atualizando. Conectando. Busca inválida. Correção. Erro. Aguardando. Sistema inoperante. Tente novamente mais tarde. Erro. Conexão Restabelecida. Erro. Falha no Sistema. Erro. Desistência temporária. Insistência contínua. Aguardando. Erro. Erro. Erro. Aguardando. Atualizando. Conectando. Busca inválida. Correção. Erro. Aguardando. Sistema inop...

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Sempre te vi além da casca;
Tão diferente destas banalidades, tão diferente no jeito de agir, diferente no jeito de falar... diferente!
Tua essência, quando misturada à minha, faz surgir algo novo e intenso.
Ecoa. Penetra. Marca.
Tenho voltado a sentir isto.
Ontem mesmo acordei com o gosto do teu beijo, nosso cheiro embaralhado, este, que sempre me tirou da rota.
E então, fui até em frente ao espelho, e me assustei ao ver você em minha própria imagem refletida. Me assustei ainda mais, ao ver que o que sentia era uma projeção, e que tinha tentado te buscar em outros beijos, outros toques. A essência era uma merda. Pelo jeito, sempre será(...)

Até quando não te ter se tornará ter você ainda mais?

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Finalmente havia chegado o momento.
Não demorou muito, e lá estava ele, com sua jaqueta de couro e seus óculos escuros, que mantinham escondidos seus tão profundos e misteriosos olhos, estes, que a faziam estremecer; Quando o viu, paralisou, e então, ele foi ao seu encontro; À cada passo dado, sua pulsação irregular aumentava, sem saber se o coração bateria tão forte à ponto de saltar, ou simplesmente pararia - E era também desta forma que ela ficava ao lado dele, exagerada, pulsante, mas, extremamente ela mesma, e gostava tanto disso. Ele pegou em sua mão, acariciou seus cabelos, e a levou para ver o luar. Aquele mesmo, da noite passada. Disse coisas lindas à ela, prometeu permanecer ali, sempre ao seu lado, e parecia tão sincero. E, ele até disse que... que a amava! Ele mantinha seu olhar nela, o tempo todo, e ela o retribuía; Sempre com aquele, aquele sorriso que nunca saía de sua memória, que iluminava seus dias mais obscuros, que à levava ao ponto mais extremo do que considerava felicidade. Ele, sempre ali. Ela deitada em seu colo, seu melhor abrigo. Tudo era tão bom, que, nem tinha se dado conta que o sol já estava nascendo, e que o perderia... mais uma vez. E então, ela acordou.