sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Naquela noite em meio a praça, sentados em um banco pouco iluminado, estavam os dois; Silêncio extenso entre poucas palavras, porém, ambos sabiam que tinham muito à dizer (...) Ela resolveu começar. Sua fala estava trêmula, falhava, mas, algo mais forte fazia com que os sentimentos jorrassem de forma que não tinha mais como parar sem dizer tudo o que havia resguardado até então; ele ouvia cada palavra com um olhar distante, como se tentasse resgatar algo, algo que havia perdido dentro de si. Era exatamente isso. No término de sua 'semi-declaração-mal-sucedida' as palavras dele a cortaram como uma navalha, fazendo com que mais uma imensa ferida se abrisse. Depois disso ele a perseguiu por um tempo, para ver até onde ela aguentaria, para aprofundar ainda mais a cicatriz - e conseguiu; dizia coisas contraditórias quando comparado ao que lhe disse na noite da 'decisão final' ou, só do fim. Ela fingiu não mais se importar. Ele mostrou que realmente não se importava. Ela se importou com isso. E só.
Agora pouco resta, não mais que as lembranças do tempo em que ainda nasciam flores por aqui. O jardim secou, e, ela se recusa a tentar cultivar novamente. Que foda-se tudo, então.

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