segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Esperar?

Ela era exatamente o que se podia chamar de 'impulsiva'; agia sem pensar, falava sem pensar, simplesmente por ter vontade. Com o tempo, ela percebeu que isso, na maioria das vezes não trazia bons resultados, pois sempre acabava ferida, ou feria alguém; então, ela resolveu reprimir seus sentimentos, escondê-los até chegar o 'momento certo' de demonstrá-los... o problema, é que esse momento nunca chegava. Confusa, sem saber o que fazer, continuou aguardando, afinal, demonstrar um sentimento tão forte, sem ter a certeza do que iria acontecer, poderia acabar com si mesma. Ela continuou ali, aguardando; vivendo no amanhã, esperando encontrá-lo e finalmente dizer tudo o que sente; continuou pensando no que deveria dizer, como dizer, com que entonação pronunciar, que caras fazer; como tocá-lo, como abraçá-lo; como fazer para se manter em pé diante dele sem deixar transparecer seu desejo de tê-lo; como controlar sua respiração, ou evitar que sua coloração passasse de branco para rosado, e de rosado para vermelho, até alcançar o roxo; como evitar que suas mãos suassem e suas pernas tremessem; como fazer para achar a melhor maneira de conquistá-lo... Ela passou tanto tempo esperando e idealizando caras e falas, que mais uma vez o tempo a enganou; resolveu correr, correr tão depressa que ela não teve chances de alcançá-lo.
Hoje ela é simplesmente o que restou do sentimento que guardou e das frases que decorou; Hoje, ela se constitui em lágrimas que caem com tamanha intensidade, e que dóem de forma inenarrável, lágrimas que há um tempo atrás poderiam ter se transformado em sorrisos, e isso é o que mais dói.

Um comentário:

  1. achei seu blog por acaso! me identifiquei demais, alguns post's parecem que você os escreveu pra mim ... parabéns, amei seus textos!

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