quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A névoa espessa sempre bloqueou sua visão; o frio da noite a impedia de sair, e a solidão tomava conta de seu coração! Ela já tinha se acostumado com a escuridão, com o vazio, com a angústia e sua vida sem vida; teve que aprender a lidar com isso, pois não havia outra solução, senão, aceitar... E assim se passaram anos. Até que um dia, a névoa começou a diminuir, e uma luz surgiu, lá longe, distante... No primeiro instante, ela ficou com receio do que estava por vir, mas, ela sabia que nada poderia ser pior do que na situação em que se encontrava, e resolveu seguir em frente..
A cada passo dado, a névoa, o frio e a amargura que já faziam parte de si, iam ficando para trás, junto com seus passos; pelo caminho foi conhecendo pessoas, foi descobrindo coisas e principalmente se descobrindo. Tudo estava indo bem, ela tinha conhecido pessoas as quais aprendeu a confiar, e que de certa forma lhe completavam, também conheceu pessoas as quais aprendeu a simplesmente ignorar; ela já tinha aprendido a lidar com o mundo lá fora... Até que de repente, tudo começou a ficar estranho, as pessoas ao seu redor já não eram mais as mesmas, ela já não era mais a mesma, tudo havia mudado, e parecia ser para pior; as pessoas que pensava conhecer se revelaram; ela percebeu que não era sinônimo de perfeição, ao contrário disso; aquele lugar era o pior lugar de todos, então, ela descobriu que sempre teve a névoa bloqueando sua visão, e o frio no seu coração, jamais foi aquecido, tudo era uma farsa. No início o desespero a tomou por completo, ela estava desnorteada, tudo o que havia aprendido de nada servia... E depois de muito pensar, percebeu que, por mais pessoas que a cerquem, por mais quente que seu coração esteja, independente do que aconteça, ela sempre terá que seguir seu caminho, sozinha, pois ela pode confiar somente nela.
Ela aprendeu isso da pior forma!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Eu não falo de dor, só da estranha sensação que é não sentir nada.

Mais uma história de alguém que sofreu por amor; mas que se esforçou pra viver feliz. Motivos ela tem pra não querer estar ali, do lado de quem sequer se importou com o que sentiu.
Hoje ela acordou e a dor continuou.
Mais uma noite em vão que ela procura a razão de estar tão triste assim; o que começou nao teve um fim. O passado morre aqui. Ela tenta, mas não vai esquecer o que passou, quer fazer sofrer quem lhe machucou... Também sente por não ter aproveitado mais e quer voltar atrás, consertar os erros que cometeu; Hoje ela aceitou que ele não voltou.
E ela dorme sem sonhar; a vida passa sem parar. E ao acordar mais uma vez, não vê sentido no que fez.

Delittus - Noites em vão.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Eu acho que por mais que esperamos o alguém, nunca o teremos conosco. Tudo que sonhamos não irão passar de sonhos, todos os planos ficarão no papel, e você será simplesmente mais um ser, insignificante para muitos, e simplesmente desejando ser desejado pelo alguém o qual aguardamos, e esse alguém, está entre aqueles que te acham nada, simplesmente nada. E isso é uma merda.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Sabe quando você precisa desabafar? Precisa por pra fora tudo o que tanto te aflige; gritar, se libertar dos fantasmas do passado que insistem em lhe perseguir; Sabe quando você percebe que já ultrapassou seu limite? Que já não consegue seguir em frente sem antes "se esvaziar", "se limpar interiormente". E sabe quando você já não encontra meios, nem forças para isso, para continuar, para insistir em algo... e você já não tem algo o qual correr atrás, o qual lutar; Quando você percebe que está sozinho, mesmo rodeado de pessoas...
Quando tudo deixa de ter sentido, quando tudo perde a importância, inclusive você!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Esperar?

Ela era exatamente o que se podia chamar de 'impulsiva'; agia sem pensar, falava sem pensar, simplesmente por ter vontade. Com o tempo, ela percebeu que isso, na maioria das vezes não trazia bons resultados, pois sempre acabava ferida, ou feria alguém; então, ela resolveu reprimir seus sentimentos, escondê-los até chegar o 'momento certo' de demonstrá-los... o problema, é que esse momento nunca chegava. Confusa, sem saber o que fazer, continuou aguardando, afinal, demonstrar um sentimento tão forte, sem ter a certeza do que iria acontecer, poderia acabar com si mesma. Ela continuou ali, aguardando; vivendo no amanhã, esperando encontrá-lo e finalmente dizer tudo o que sente; continuou pensando no que deveria dizer, como dizer, com que entonação pronunciar, que caras fazer; como tocá-lo, como abraçá-lo; como fazer para se manter em pé diante dele sem deixar transparecer seu desejo de tê-lo; como controlar sua respiração, ou evitar que sua coloração passasse de branco para rosado, e de rosado para vermelho, até alcançar o roxo; como evitar que suas mãos suassem e suas pernas tremessem; como fazer para achar a melhor maneira de conquistá-lo... Ela passou tanto tempo esperando e idealizando caras e falas, que mais uma vez o tempo a enganou; resolveu correr, correr tão depressa que ela não teve chances de alcançá-lo.
Hoje ela é simplesmente o que restou do sentimento que guardou e das frases que decorou; Hoje, ela se constitui em lágrimas que caem com tamanha intensidade, e que dóem de forma inenarrável, lágrimas que há um tempo atrás poderiam ter se transformado em sorrisos, e isso é o que mais dói.