domingo, 21 de novembro de 2010

Nostalgia.

Pensamentos jorrando, quase tirando-a de sua rota comum, fazendo-a ir longe, além das barreiras impostas.
Notava que, ultimamente, não era a primeira vez do ocorrido, e, isso tudo, sem necessitar de alucinógenos ou derivados, apenas um pingo de inspiração.
Sabia que não fazia sentido, não depois de tanto tempo, não depois de tudo que aconteceu, mas, mesmo assim, ela voltou, simplesmente por querer. - Temos esta mania de cutucar aonde mais dói, para ver até onde suportamos, não é?
Bem, mas, acho melhor começar do "início".

(...) Esnobe, arrogante, e extremamente sedutor.
Sentou-se na mesa mais ao fundo, pediu duas doses de conhaque e acendeu seu cigarro.
A primeira constatação era de que estava lá para um encontro, algo casual, porém, passou-se um tempo, e, nada;
Durante este tempo, ela não conseguiu desviar seus olhos nem sequer por um instante;
Ela também estava lá, sozinha, algo atípico. - Arrisco cogitar então, em algo como o destino, astros, conspirações ou qualquer força maior. Talvez.
Mesmo não demonstrando, ele havia notado a fissura e o desejo emitidos pelo olhar da garota. Resolveu ir até lá.
Ela ficou ofegante, porém, conseguiu disfarçar relativamente bem. - Expert em reprimir emoções - Até naquele momento.
Ele sentou sem pedir permissão. Ela enfim desviou o olhar. Pela primeira vez, ele sorriu - Sorriso de canto, fazendo com que suas linhas se acentuassem. - Ela suspirou e sorriu também, ato falho!
__ Oi? - Disse ela, e, obteve como resposta, o silêncio.
Um tempo se passou, ele permaneceu sentado, suas mãos apoiando a cabeça levemente inclinada para baixo. O foco dela voltou a grudar nele.
__ Peço desculpas, mas, não é comum pessoas assim, por aqui (...) Está tudo bem? - Tentou novamente.
Os músculos dele enrijeceram. Ela se calou. O silêncio instalou-se. Ela ameaçou ir embora.
__ Já nos vimos antes? - Ele perguntou, com uma voz rouca e grave. Seu olhar era penetrante e intimidador.
Ela gostou.
__ Não. Com certeza não.
__ Como tens tanta certeza?
__ Eu lembraria, lhe garanto.
__ Então, eu... Eu não entendo.
__ Em outra vida, talvez.
__ Acredita nessas tolices?
__ Me diga o que não é tolo, perante a tantas conclusões. Se não lhe pareço estranha, e não nos conhecemos, então...
__ Então eu me enganei, apenas te confundi. Nada mais. - Levantou-se bruscamente, e desapareceu na chuva que caia sem cessar.
Passaram-se uns dias, tudo deveria estar normal, mas, ambos estavam voltando àquela noite. Ela voltou ao bar. Ele também. Mas, se desencontraram. Ela deixou seu telefone no balcão, descreveu-o e mandou entregar-lhe. Assim foi feito. Porém, ele não ligou. Ela o guardou em sua mente como uma projeção perfeita, e não mais do que isso.
O estranho, é que depois de meses: O retorno!
__ Alô?
__ Olá, desculpe ligar só agora, sou eu, o cara do bar, o de outra vida, talvez.
__ Você? - perguntou indiferente. - Bem, como está? Por que ligou?
__ Pensei que, talvez pudéssemos marcar algo para que eu pudesse me desculpar pela grosseria da outra vez e(...)
__ Não acha que já está tarde?
__ Tudo bem, podemos nos ver amanhã, se preferir.
__ Não me compreendeu; Olha, eu não sei quem é você, só sei que, durante todo este tempo, sofri para esquecer teu rosto, tentei saber mais, ir atrás, só obtive o silêncio. Acabou, mesmo sem começar, mas, acabou.
Este episódio repetira por algumas tantas outras vezes, até ambos se dispersarem.
Embora não houve nada mais que poucas palavras e inúmeros desencontros, algo maior tentou juntá-los.
Não sei se me compreendem com isto tudo, mas, o que eu quero realmente dizer é que tudo o que vem ocorrendo até hoje e fazendo com que eu surte cada vez mais, é a forma como as histórias tendem a cair sempre nisto.
Perdi inúmeras chances, mas, nenhuma que fizesse com que eu me perdesse de mim mesma, como agora. Você veio até mim, e até eu notar que eu também queria ir até você, já era tarde, tarde demais! Mesmo que os sentimentos continuem, compreendo tais atitudes...
Só não me perdôo.

domingo, 14 de novembro de 2010

"(...)Acredito que um dia, ele entrará pela mesma porta, e trará tudo o que foi perdido até então; Ele virá, me olhando profundamente, diretamente a mim; Tão real que posso sentir seu toque, seu hálito; Pego seu cigarro, acaricio seus cabelos úmidos; Ele será diferente de toda esta gente, todas vestidas da mesma forma, pateticamente iguais; Ele é de um jeito que ainda não sei, porque nem vi. Mas ele ficará ao meu lado, aguardando o momento exato de dizer: vem comigo. É por ele que eu venho aqui quase toda noite. Não por você, por outros como você.
Ria de mim, mas estou aqui parada, bêbada, pateta e ridícula, só porque no meio desse lixo todo procuro o verdadeiro amor."

- O conto 'Dama da Noite', publicado no livro 'Os dragões não conhecem o paraíso', de Caio Fernando Loureiro de Abreu. Modificado por mim.

sábado, 16 de outubro de 2010

- Numa manhã chuvosa, foi que ela notou o quão seca estava.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Naquela noite em meio a praça, sentados em um banco pouco iluminado, estavam os dois; Silêncio extenso entre poucas palavras, porém, ambos sabiam que tinham muito à dizer (...) Ela resolveu começar. Sua fala estava trêmula, falhava, mas, algo mais forte fazia com que os sentimentos jorrassem de forma que não tinha mais como parar sem dizer tudo o que havia resguardado até então; ele ouvia cada palavra com um olhar distante, como se tentasse resgatar algo, algo que havia perdido dentro de si. Era exatamente isso. No término de sua 'semi-declaração-mal-sucedida' as palavras dele a cortaram como uma navalha, fazendo com que mais uma imensa ferida se abrisse. Depois disso ele a perseguiu por um tempo, para ver até onde ela aguentaria, para aprofundar ainda mais a cicatriz - e conseguiu; dizia coisas contraditórias quando comparado ao que lhe disse na noite da 'decisão final' ou, só do fim. Ela fingiu não mais se importar. Ele mostrou que realmente não se importava. Ela se importou com isso. E só.
Agora pouco resta, não mais que as lembranças do tempo em que ainda nasciam flores por aqui. O jardim secou, e, ela se recusa a tentar cultivar novamente. Que foda-se tudo, então.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Aham.

Há alguns anos minha percepção das coisas, sem dúvida, era outra; minhas expectativas, crenças, planos, conceitos, enfim, tudo veio mudando constantemente, sempre numa 'evolução' desenfreada, num amadurecimento que se tornou obrigatório. Tudo bem, pedras no caminho fazem parte, alguns tombos e tropeços, alguns recomeços e rererecomeços, mas nada que acabasse com o fio de esperança que se mantia aceso, aqui, dentro de mim. Essas quedas foram aumentando, criando feridas jamais cicatrizadas e que, volta e meia, quando o vento sopra, me levam há um passado próximo, trazendo recordações que me invadem, que me tomam e me inundam de angustias, fazendo com que, os hematomas doam de forma inexplicável - sabe, ultimamente tem ventado muito.
Mas, depois de decisões erradas, de arrependimentos que agora me acompanham por onde quer que eu vá; mesmo tendo apenas minha solidão fazendo companhia, percebo que, novamente, é minha culpa... Após alguns episódios, percebo que, se eu não for capaz de escrever novos roteiros, não vou conseguir ter meu 'final feliz.' Não passarei borrachas no que passou, nem arrancarei essas páginas em branco, apenas úmidas, das lágrimas que derramei, pois quando finalmente conseguir me reerguer, quero reler toda a história - sei que não será necessário, pois, o vento ainda sopra forte - mas, continuarei, mais uma vez, darei a volta por cima - mais fundo não posso ir, não é? - e, quero só me alimentar de coisas boas, de esperanças que acendam novamente o fio, que me levem de encontro ao que tanto busquei. Sei o quanto estou angustiada, e o quanto preciso de ajuda, e, do quanto me sinto vazia, destruída, impossibilitada, mas, PORRA; só eu posso mudar isso, e conseguirei.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

- As coisas mudaram, a situação se inverteu, e agora aqui estou (...) Pode dizer algo?
- Estou mudo.
- Não precisamos dizer nada, se o silêncio nos bastar.
- Angélica...
- Oi?
- Minha fissura por ti, passou!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

-Você tem um cigarro?
-Estou tentando parar de fumar.
-Eu também. Mas queria uma coisa nas mãos agora.
-Você tem uma coisa nas mãos agora.
-Eu?
-Eu.

(C.f)

domingo, 1 de agosto de 2010

Mais uma noite se aproximava, e o pavor ia tomando-a por inteiro; Nem mais a lua cheia lhe trazia paz; o que ela precisava realmente, tinha nome e endereço, mas em sua porta, agora, havia uma plaqueta de 'ocupado', que à transportava há um passado próximo, mas, não o suficiente pra que os caminhos se modificassem; Seu arrependimento era evidente, mas, o que se pode fazer quando a razão comanda seus passos?! É, o mesmo de sempre: omitir, mentir; para si, para ele, para todos!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

desabafo.

Tenho me reprimido, me contido, e, me enganado; tenho evitado falar, mas, meus olhos começaram a passar tudo o que está aqui dentro; além do mais, não tenho ninguém para me ouvir de verdade, ninguém que vá me entender, ou pelo menos, fingir que me entende e me dar a mão; tenho me sentido cansada constantemente, e me cansei de me cansar; tem doído muito, mais que o normal; o eco dentro de mim, lembra do quão vazia estou, vazia de sentimentos, vazia de sensações, vazia, completamente!
Me pergunto: Aonde foi que me perdi assim? Aonde foi parar a minha força? Aonde foi parar minha felicidade? E, como?! Como fui deixar isso acontecer? Como permiti que tudo o que eu tinha guardado fosse levado, arrancado assim dessa maneira? Já estou fraca - para não dizer, impossibilitada de seguir, por mais que eu me esforce, por mais que carregue no meu rosto um sorriso amarelo, dentro de mim só está o escuro em que me perco toda noite, todo dia; tento contornar a situação, amenizar, disfarçar, e, até negar, mas, já estou esgotada, de verdade; eu já não aguento mais essa falta de tudo, essa solidão, eu já não aguento mais não ter nada pra compartilhar, nem ninguém, não aguento mais essas páginas em branco, estou andando sem me mover, estou sorrindo com lágrimas, estou completa de nada/vazia de tudo; eu não estou aqui, eu não estou, eu não sei mais, não sei o que sei, nem o que quero saber, estou enlouquecendo, estou me perdendo cada vez mais; já não me reconheço; eu, eu só queria voltar a sorrir, mas, sorrir de verdade, sorriso de corpo inteiro, de alma, de coração; só queria saber aonde os deixei nesse caminho.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Contraditório, confuso, sem sentido e nem lógica, cansativo, desgastante, angustiante, obscuro, perigoso e desconhecido; é assim que vejo, é assim que sinto, e tudo me leva até você, de alguma forma.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Vim com a certeza do que ia escrever hoje, era apenas mais um resumo desse capítulo sem fim que se tornou minha vida; mas, decidi sair disso! Claro, isso não é algo apenas opcional, afinal, não é de "uma hora pra outra" - mesmo que, essas horas tenham se prolongado por alguns anos - mas, decreto que, vou buscar a cura desse meu vício; vou ir atrás de um tratamento que me tire essa necessidade tua, essa busca inútil pra reencontrar teus braços, pra sentir teu cheiro, parar em teus olhos, esses, que, por tanto tempo me enganaram; essa droga a qual tenho tomado doses e mais doses, hoje já me dão náuseas, e me fazem vomitar! Tenho ânsia de você e de tudo que me fez passar, ânsia de mim por ter sido tão tola, e, por, não me dar conta de que, continuo te esperando; decreto que esse é o fim, o nosso fim, de uma vez por todas! Cansei!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

I may not have the softest touch
I may not say the words as such
And though I may not look like much
I'm yours
And though my edges may be rough
And never feel I'm quite enough
It may not seem like very much
But I'm yours (8'

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Me pegou desprevenida, num momento o qual já havia baixado a guarda e me mantia na monotonia; deitada sob um céu negro, porém, que me completava, juntando-se com a escuridão que prevalecia aqui, em mim; tentei lutar, e negar - mais uma vez - que, não estava entregue, que não queria estar envolvida em teus braços, como naquela noite; porém, desta vez falhei.

Será que existe algo mais emocional do que optar por ser racional, por medo de errar novamente? (L.S.)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Preciso de alguém, e é tão urgente o que digo. Perdoem excessivas, obscenas carências, pieguices, subjetivismos, mas preciso tanto e tanto. Perdoem a bandeira desfraldada, mas é assim que as coisas são-estão dentro-fora de mim: secas. Tão só nesta hora tardia - eu, patético detrito pós-moderno com resquícios de Werther e farrapos de versos de Jim Morrison, Abaporu heavy-metal- só sei falar dessas ausências que ressecam as palmas das mãos de carícias não dadas.

Preciso de alguém que tenha ouvidos para ouvir, porque são tantas histórias a contar. Que tenha boca para, porque são tantas histórias para ouvir, meu amor. E um grande silêncio desnecessário de palavras. Para ficar ao lado, cúmplice, dividindo o astral, o ritmo, a over, a libido, a percepção da terra, do ar, do fogo, da água, nesta saudável vontade insana de viver. Preciso de alguém que eu possa estender a mão devagar sobre a mesa para tocar a mão quente do outro lado e sentir uma resposta como - eu estou aqui, eu te toco também. Sou o bicho humano que habita a concha ao lado da conha que você habita, e da qual te salvo, meu amor, apenas porque te estendo a minha mão. (...)

Tenho urgência de ti, meu amor. Para me salvar da lama movediça de mim mesma. Para me tocar, para me tocar e no toque me salvar. Preciso ter certeza que inventar nosso encontro sempre foi pura intuição, não mera loucura. Ah, imenso amor desconhecido. Para não morrer de sede, preciso de você agora, antes destas palavras todas cairem no abismo dos jornais não lidos ou jogados sem piedade no lixo. Do sonho, do engano, da possível treva e também da luz, do jogo, do embuste: preciso de você para dizer eu te amo outra e outra vez. Como se fosse possível, como se fosse verdade, como se fosse ontem e amanhã.

(Caio Fernando Abreu.)

domingo, 16 de maio de 2010

eu nunca disse que faria o que é direito, não se conserta o que já nasce com defeito ♪

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Algo que me incomoda, é essa minha mania de insistir no que não vai vingar; nessa minha maldita mania de acreditar no impossível; de esperar o que não vem; de desejar o que não existe;
Nada me atrai nem me desperta interesse; tudo me parece comum demais, e, não ser comum também já se tornou banal; tudo é modinha, tudo é aparência; eu procuro a essência, ou, a combinação de ambos, porém, não encontro; talvez esteja procurando pouco e desejando muito, ou talvez, está tão na minha cara que não consigo ver!
Só sei que, meu desejo tende a crescer mais e mais, tomando proporções as quais sairão de meu controle!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Palavras jamais vão bastar quando o que eu quiser mencionar se refira ao que guardo aqui dentro!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Sem palavras exatas ou frases bem formuladas;
Apenas quero tentar entender um pouco de tudo que me cerca; Sentimentos que me rodeiam e que me atormentam; Idéias e conclusões que vem e vão, mudam a todo instante, fazendo com que tudo o que eu disse até agora se torne inválido. Quero apenas saber porque tudo o que dizem não se enquadra comigo; Talvez eu tenha o dom de tornar tudo pior, ou de afastar as coisas boas de mim... Talvez eu queira tanto ser e possuir sentimentos bons, que meu desejo se torna maior do que o sentimento em si; Talvez eu espere demais por algo que na realidade nem é tanto; E talvez eu deixe passar o que realmente importa; Talvez eu não saiba tanto o quanto penso; Talvez eu não entenda nada de nada; Ou talvez sim; Talvez por isso deixei que a razão agisse antes da emoção - sempre preferi deixar meus batimentos involuntários em segundo plano, pensando sempre antes de agir... Talvez esse foi meu erro. Talvez eu seja só mais uma desiludida com a vida e suas armadilhas; Ou, talvez, eu tenha realmente me machucado demais. Talvez eu jamais encontre essas respostas; Jamais me encontre; Jamais encontre alguém; Talvez isso nem seja tão importante... Mas no momento, necessito! Necessito de explicações, antes que eu conclua errado novamente, e caia definitivamente na minha mente confusa, cheia de teorias e suposições as quais eu mesma me engano.
Eu só preciso entender, o porquê me sinto assim.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Tudo é rotina; Tudo ocorre da mesma forma, ou com pequenas mudanças;
Sempre é assim, você complementa o hoje com o que restou do ontem;
Mas, e se nada restar? Aonde buscar? Como fazer? Pois, algo tem que ser feito...

sexta-feira, 19 de março de 2010

Você cresce 'ouvindo' que todo mundo tem que encontrar a sua metade, sua outra parte, sua alma gêmea ou seja lá qual nome imbecíl colocam pra denominar essa merda. Você cresce achando que para ser feliz necessita ter alguém ao teu lado, cresce buscando um amor; Amor? O que é o amor? - É apenas o nome que se dá a algo que não existe, foi criado pra que você se sinta mal achando que nunca terá um, algo que você usa para se iludir, algo o qual você deseja encontrar, mas que nunca encontra.
Dizem que o amor é tudo, que o amor é lindo e que quem sente não deve desperdiçá-lo; mas, se é tão lindo, tão tudo, por que na maioria das vezes é o oposto que ocorre? Pessoas feridas interiormente, pessoas que se auto-destroem, pessoas infelizes, tudo isso por não terem, ou por supostamente terem perdido seu amor...
O amor não existe, o que existe são pessoas flexíveis e submissas que seguem à risca tudo o que lhe colocam, e que acreditam num suposto amor; e pessoas que trilham seu caminho sozinhas; fim.

terça-feira, 16 de março de 2010

juro que tento prosseguir sem pensar no que passou, mas, eu ainda estou lá atrás, perdida no teu olhar; eu ainda estou lá, sorrindo sem pensar; e, eu ainda estou lá, ou, agora não mais, já não sei mais aonde estou ou porque estou, e é assim que vou seguindo, sem saber, sem sonhar, só seguindo!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Tudo continua frio, escuro, silencioso, é por isso que me recuso a entrar lá, é tão, tão, tão amedrontador querer remexer nas feridas que jamais irão cicatrizar, é tão dolorido, e é em vão. Tudo o que passou, passou; Mas, percebo que sempre serei um alguém do ontem, presa ao passado e a tudo o que deixei pra trás; Não por me arrepender, mas, por ter restado pouco pro amanhã. Sem objetivos, metas, sonhos, sem sequer forças para superar! E pelo que vejo, agora realmente não existe o porque de continuar, meu último fio de esperança foi queimado brutalmente, a última luz se apagou, e cá estou, escrevendo em vão, tentando despejar um pouco do que sinto; E falo tanto, que acabo sem dizer nada; me sinto ridícula.

sexta-feira, 5 de março de 2010

sonho é uma ilusão, quem sonha se ilude, quem se ilude se machuca.
e a história sempre será a mesma, você sempre criará expectativas falsas, idéias falsas, esperanças falsas; mas a dor sempre está aí, mais verdadeira que tudo; arrancando pedaço por pedaço, desgastando-lhe cada vez mais, até já não ter mais forças para sonhar. Isso parece o fim da dor? sinto-lhe dizer, mas, esse é apenas o início, pois, sem essas falsas esperanças, você perde o sentido, fica sem propósitos e objetivos, torna-se um ser oco, vazio... isso dói e faz com que sua alma passe a vagar por aí...

Espero que consiga recuperá-la!
Por mais que os dias pareçam iguais e tudo ao seu redor parece não se mover; mesmo se nada mais fizer sentido algum; mesmo que o sol não te aqueça mais, e o vazio dentro de ti jamais se preencha; você precisa sorrir, mesmo sem vontade, você tem que se manter ali para enganá-los, para ocultar a dor, negar o quão destruído está!
Você precisa manter a máscara; porque, por mais que tente explicar, ninguém jamais compreenderá!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Sem sensações, nem emoções; simplesmente esperando o tempo passar. Sorri por obrigação, mantem-se em pé para evitar alardes, continua guardando tudo, tudo para si.. mas, o tempo está se esgotando; o limite sendo ultrapassado. Está a beira da explosão; seu coração pulsa por pulsar, as horas passam por passar, e ela continua ali, no mesmo lugar. Sem brilho no olhar, sem motivos pra prosseguir, sem metas a alcançar; nada mais importa.
Ela aguarda ansiosamente o fim!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A névoa espessa sempre bloqueou sua visão; o frio da noite a impedia de sair, e a solidão tomava conta de seu coração! Ela já tinha se acostumado com a escuridão, com o vazio, com a angústia e sua vida sem vida; teve que aprender a lidar com isso, pois não havia outra solução, senão, aceitar... E assim se passaram anos. Até que um dia, a névoa começou a diminuir, e uma luz surgiu, lá longe, distante... No primeiro instante, ela ficou com receio do que estava por vir, mas, ela sabia que nada poderia ser pior do que na situação em que se encontrava, e resolveu seguir em frente..
A cada passo dado, a névoa, o frio e a amargura que já faziam parte de si, iam ficando para trás, junto com seus passos; pelo caminho foi conhecendo pessoas, foi descobrindo coisas e principalmente se descobrindo. Tudo estava indo bem, ela tinha conhecido pessoas as quais aprendeu a confiar, e que de certa forma lhe completavam, também conheceu pessoas as quais aprendeu a simplesmente ignorar; ela já tinha aprendido a lidar com o mundo lá fora... Até que de repente, tudo começou a ficar estranho, as pessoas ao seu redor já não eram mais as mesmas, ela já não era mais a mesma, tudo havia mudado, e parecia ser para pior; as pessoas que pensava conhecer se revelaram; ela percebeu que não era sinônimo de perfeição, ao contrário disso; aquele lugar era o pior lugar de todos, então, ela descobriu que sempre teve a névoa bloqueando sua visão, e o frio no seu coração, jamais foi aquecido, tudo era uma farsa. No início o desespero a tomou por completo, ela estava desnorteada, tudo o que havia aprendido de nada servia... E depois de muito pensar, percebeu que, por mais pessoas que a cerquem, por mais quente que seu coração esteja, independente do que aconteça, ela sempre terá que seguir seu caminho, sozinha, pois ela pode confiar somente nela.
Ela aprendeu isso da pior forma!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Eu não falo de dor, só da estranha sensação que é não sentir nada.

Mais uma história de alguém que sofreu por amor; mas que se esforçou pra viver feliz. Motivos ela tem pra não querer estar ali, do lado de quem sequer se importou com o que sentiu.
Hoje ela acordou e a dor continuou.
Mais uma noite em vão que ela procura a razão de estar tão triste assim; o que começou nao teve um fim. O passado morre aqui. Ela tenta, mas não vai esquecer o que passou, quer fazer sofrer quem lhe machucou... Também sente por não ter aproveitado mais e quer voltar atrás, consertar os erros que cometeu; Hoje ela aceitou que ele não voltou.
E ela dorme sem sonhar; a vida passa sem parar. E ao acordar mais uma vez, não vê sentido no que fez.

Delittus - Noites em vão.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Eu acho que por mais que esperamos o alguém, nunca o teremos conosco. Tudo que sonhamos não irão passar de sonhos, todos os planos ficarão no papel, e você será simplesmente mais um ser, insignificante para muitos, e simplesmente desejando ser desejado pelo alguém o qual aguardamos, e esse alguém, está entre aqueles que te acham nada, simplesmente nada. E isso é uma merda.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Sabe quando você precisa desabafar? Precisa por pra fora tudo o que tanto te aflige; gritar, se libertar dos fantasmas do passado que insistem em lhe perseguir; Sabe quando você percebe que já ultrapassou seu limite? Que já não consegue seguir em frente sem antes "se esvaziar", "se limpar interiormente". E sabe quando você já não encontra meios, nem forças para isso, para continuar, para insistir em algo... e você já não tem algo o qual correr atrás, o qual lutar; Quando você percebe que está sozinho, mesmo rodeado de pessoas...
Quando tudo deixa de ter sentido, quando tudo perde a importância, inclusive você!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Esperar?

Ela era exatamente o que se podia chamar de 'impulsiva'; agia sem pensar, falava sem pensar, simplesmente por ter vontade. Com o tempo, ela percebeu que isso, na maioria das vezes não trazia bons resultados, pois sempre acabava ferida, ou feria alguém; então, ela resolveu reprimir seus sentimentos, escondê-los até chegar o 'momento certo' de demonstrá-los... o problema, é que esse momento nunca chegava. Confusa, sem saber o que fazer, continuou aguardando, afinal, demonstrar um sentimento tão forte, sem ter a certeza do que iria acontecer, poderia acabar com si mesma. Ela continuou ali, aguardando; vivendo no amanhã, esperando encontrá-lo e finalmente dizer tudo o que sente; continuou pensando no que deveria dizer, como dizer, com que entonação pronunciar, que caras fazer; como tocá-lo, como abraçá-lo; como fazer para se manter em pé diante dele sem deixar transparecer seu desejo de tê-lo; como controlar sua respiração, ou evitar que sua coloração passasse de branco para rosado, e de rosado para vermelho, até alcançar o roxo; como evitar que suas mãos suassem e suas pernas tremessem; como fazer para achar a melhor maneira de conquistá-lo... Ela passou tanto tempo esperando e idealizando caras e falas, que mais uma vez o tempo a enganou; resolveu correr, correr tão depressa que ela não teve chances de alcançá-lo.
Hoje ela é simplesmente o que restou do sentimento que guardou e das frases que decorou; Hoje, ela se constitui em lágrimas que caem com tamanha intensidade, e que dóem de forma inenarrável, lágrimas que há um tempo atrás poderiam ter se transformado em sorrisos, e isso é o que mais dói.