sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Armadura!


Me revesti com várias e várias facetas, estou protegida e isolada em meu canto, me destruir não vai ser tão fácil, aprendi a disfarçar o que sinto, aprendi também a controlar e guardar tudo pra mim. Hoje nada do que você faça será capaz de me fazer chorar, e se chorar, não vai ser por você, e sim por mim, por mais uma vez ter sido tão ingênua em acreditar que seria diferente, que dessa vez iria mudar. Cansei de falsas histórias, de ilusões que não me levam a nada, cansei de ti, cansei de mim, cansei de tudo!
Se pudesse descrever o quão vazio está meu interior, e ao mesmo tempo, tantas coisas vindo à tona, tantos planos, dores e angústias, passados assombrando meu presente, marcando as páginas que já li, reli e que continuam marcadas toda vez que tento abrir o livro, sempre as mesmas páginas insistem em me mostrar o que não quero mais lembrar... Tentei arrancá-las, como a história escrita nelas já arrancou vários pedaços de mim, mas não sou capaz, então a solução é virar a página e prosseguir.
E vendo toda essa confusão, percebo que nas últimas páginas de minha história, só existem palavras que não me dizem mais nada, ou pior, que na verdade, nunca disseram nada, não pra quem deveria dizer, só que agora, já é tarde demais, passei um grande tempo escrevendo em vão, e quando achei que viriam páginas novas, páginas escritas a mão em letra de forma, você veio e borrou tudo, anulando meus novos planos.
Quero te agradecer por isso, por me fazer perceber que mesmo depois de tantas histórias diferentes mas que no final é sempre igual, eu ia perder mais tempo.
Estou pensando seriamente em parar de escrever minha história, afinal, é sempre a mesma coisa, o começo é perfeito, e o final é desgastante. Como já mencionei, a armadura me protege por fora, mas por dentro estou sumindo, me perdendo, regredindo, morrendo... quem sabe amanhã eu já não exista, e reste apenas as facetas, demonstrando o inverso do que sinto por dentro.

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